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Como orar? Jesus nos ensinou!

Publicação: 08/abr/2026
Autor: Djeimes

Quando eu observo a oração que Jesus nos ensinou, percebo que ela traz uma estrutura perfeita. Não é apenas uma sequência de frases para serem repetidas; é um caminho. É a forma como o próprio Cristo nos ensina a entrar na presença de Deus e a falar com o Pai.

A primeira coisa que aprendo é que, antes de qualquer pedido, devo exaltar o nome do Senhor. Jesus começa dizendo: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome.” Isso sempre me chama a atenção. Antes de falar das minhas necessidades, antes de apresentar minhas dores, antes de pedir qualquer coisa, eu preciso reconhecer quem Deus é. Preciso glorificar o Seu nome. Preciso lembrar que estou diante do Santo, do Altíssimo, do Pai que reina sobre tudo.

Depois disso, Jesus me ensina algo ainda mais profundo: submissão. “Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” Quando chego a essa parte, entendo que não estou diante de Deus apenas para entregar uma lista de desejos. Estou ali para me colocar em posição de obediência. É como se eu dissesse: “Senhor, eu estou aqui para Te servir. Seja feita a Tua vontade sobre a minha.” Nesse momento da oração, continuo reconhecendo a santidade de Deus, a Sua grandeza, a Sua magnitude, e coloco sobre mim a vontade dEle. É um gesto de rendição.

Só depois disso é que Jesus me mostra o lugar dos meus pedidos. “Dá-nos hoje o pão para este dia.” Ou seja, eu posso pedir. Eu devo pedir. Posso apresentar diante do Pai aquilo de que necessito. Mas até isso vem depois da adoração e da submissão. Há uma ordem. Há uma sabedoria nisso. E, junto com esse pedido pelo pão de cada dia, vem também o clamor por perdão.

É justamente aí que meu coração fica temeroso.

Há algo nessa oração que sempre me perturbou, e até hoje me faz tremer. Jesus ensina: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.” E, logo depois, deixa isso ainda mais claro: se perdoarmos aqueles que pecam contra nós, o Pai celestial também nos perdoará. Mas, se não perdoarmos, há ali uma condicional séria, solene, pesada. Isso me faz pensar profundamente. Porque, no fim das contas, o quanto eu consigo perdoar revela muito sobre como estou diante de Deus.

E o perdão não é algo simples. O perdão é difícil. É um exercício diário. É uma prática que precisa acontecer o tempo todo. Perdoar as pessoas que amo. Perdoar aqueles que erram comigo. Perdoar aqueles que me magoam. Perdoar até quando, por falta de entendimento, eu mesmo me sinto machucado e acabo acusando o outro. O perdão exige vigilância, humildade, renúncia e graça. Porque, se eu não consigo perdoar meu irmão, minha esposa, minha mãe, meus filhos, ou quem quer que seja, como posso esperar o perdão de Deus sobre mim?

Essa verdade conversa com tantas outras passagens das Escrituras. Assim como julgamos, seremos julgados. Com a mesma medida com que condenamos, seremos condenados. Há uma coerência no Reino de Deus. Jesus nos mostra que é dando que se recebe. Damos perdão, e recebemos perdão. Negamos perdão, e endurecemos o coração também diante da misericórdia que esperamos receber. Por isso essa palavra pesa tanto dentro de mim: é uma condicional. É algo que não pode ser tratado com leveza.

Depois disso, Jesus continua nos ensinando a pedir fortalecimento: que não caiamos em tentação e que sejamos livrados do mal. E isso também me ensina muito. Porque vejo que estar longe do pecado vem antes até da preocupação com o mal que pode nos atingir. Primeiro, eu devo clamar para não cair. Primeiro, devo pedir força para permanecer em pé. Primeiro, devo pedir ajuda para não pecar. Só então peço livramento do mal. Essa ordem também revela algo importante: a maior batalha começa dentro de nós, na nossa inclinação, na nossa fraqueza, naquilo que pode nos arrastar para longe da vontade de Deus.

E, no final, Jesus encerra novamente com honra e glorificação: “Pois teu é o reino, o poder e a honra para sempre. Amém.” A oração termina como começou: com Deus no centro. Com Deus sendo exaltado. Com Deus sendo reconhecido como Senhor de tudo. Isso é maravilhoso, porque me mostra que a oração verdadeira não gira em torno de mim. Ela começa em Deus, passa pela minha rendição, apresenta minhas necessidades, confronta meu coração, fortalece minha alma e termina devolvendo ao Senhor toda a honra que sempre foi dEle.

Quanto mais aprendo isso, mais percebo como essa estrutura é a base de toda oração. Jesus realmente nos ensina a orar. E é maravilhoso quando começamos a aplicar isso no nosso dia a dia, não como uma fórmula fria, mas como um caminho vivo de comunhão com Deus.

Mas, se sou sincero, o ponto que mais continua mexendo comigo é o perdão. O quanto eu consigo perdoar todos os dias? O quanto consigo liberar perdão às pessoas que amo? O quanto consigo não guardar ressentimento, não cultivar mágoa, não alimentar feridas? Porque, além de agradar a Deus e de restaurar relacionamentos, o perdão traz paz ao nosso próprio coração. No fim, o benefício também é nosso. Quem perdoa não apenas obedece ao Senhor; também é curado por dentro.

Por isso, o meu clamor é que essas palavras entrem profundamente no nosso coração e nos tragam força para viver isso na prática. Que consigamos perdoar o tempo todo. Que consigamos orar como Jesus ensinou. Que consigamos exaltar, nos submeter, pedir, nos arrepender, vigiar e glorificar. Porque, quando aprendemos a orar da maneira certa, não estamos apenas falando com Deus — estamos sendo moldados por Ele.

Pérolas & Curiosidades (Vol 1)

Pérolas & Curiosidades (Vol 1)
Autor: GodMakes.com
Publicação: Em andamento
Relatos, reflexões e curiosidades marcantes vividas na caminhada cristã dos irmãos, com lições, surpresas e detalhes que edificam a fé.
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